
O Japão.
Como a China, era um país isolado da voragem dos comerciantes ocidentais.
Só uns poucos comerciantes portugueses e holandeses é que comerciavam com a região nos séculos XVI e XVII.
No entanto, na segunda metade do século XIX, os Estados Unidos, mesmo antes da Guerra de Secessão, vão aos poucos se esquecendo da doutrina de Monroe e iniciam sua expansão colonialista, entrando em contato com o Japão.
Os japoneses não quiseram abrir seus portos aos comerciantes americanos e por isso o governo dos Estados Unidos encarregou uma esquadra da marinha, comandada pelo comodoro Perry, de convencer os japoneses a abrirem os seus portos, utilizando como forte argumento o bombardeamento de vários portos.
A partir daí vários países iniciaram suas transações comerciais com o Japão, pondo-o em risco de se tornar totalmente dominado, como a China.
Contudo, para reagir a essa situação, setores da classe dominante japonesa começam a dominar os antigos senhores feudais e a fortalecer a autoridade central do imperador (o micado).
Inicia-se uma verdadeira revolução no Japão, sob a direção do jovem imperador Mutso- Hito, da dinastia Meiji, desenvolvendo a indústria, aproveitando-se de técnicas trazidas do ocidente.
Um outro setor que também sofreu reformas foi o militar.
Por isso tudo, o Japão conseguiu ficar a salvo das garras do imperialismo ocidental, chegando a desenvolver um imperialismo tão feroz quanto os outros.
Em 1894, seus soldados desembarcavam na China e tomavam a ilha de Taiwam (formosa), transformando o Japão na potência mais importante que dominava a China e uma das mais importantes potências mundiais.
Em 1905, o japão inicia a conquista da Coreia e lá se choca com a Rússia que também pretendia tomar essa região e aumentar seu império.
As duas potências imperialistas entram em guerra para decidir quem ficaria com a Coréia.
O Japão surpreende o mundo, derrotando o gigante russo e provocando uma revolução que abalou o império Russo.
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