Da Guerra de Reconquista à Formação de Portugal

Como foi a passagem da guerra de reconquista à formação de Portugal? As origens do Estado português estão intimamente ligadas à Guerra de Reconquista. Desde o século VII, os árabes estavam envolvidos em um movimento de expansão inspirado pela religião maometana ou muçulmana. Em 711 (século VIII), provenientes do norte da África, invadiram a península Ibérica, conquistando toda a parte sul.

Da guerra de reconquista à formação de Portugal

Os cristãos mantiveram a região das Astúrias, futuro reino de Leão. Apesar das várias tentativas de recuperação do território pelos cristãos, a reconquista só tomou corpo e se iniciaram efetivamente a partir do século XI, com a formação dos reinos cristãos de Leão, Castela, Navarra e Aragão.

Portugal nasceu em meio à guerra contra os novos, que adquiriu feição de cruzada. Por essa razão, muitos nobres, principalmente franceses, participaram da luta, auxiliando os reis cristãos. No reinado de Afonso VI, rei de Leão, dois nobres franceses, Raimundo e Henrique de Borgonha, receberam do rei, como recompensa pelos seus serviços, as suas duas filhas em casamento e terras como dote. Raimundo recebeu a mão de Dona Urraca e o condado de Galesa, ao norte do rio Moinho. Henrique casou-se com Dona Teresa e recebeu o condado Portucalense, ao sul do mesmo rio.

Com o recebimento das terras, Raimundo e Henrique tornaram-se vassalos do rei Afonso VI de Leão. Desde muito cedo o condado Portucalense apresentou tendências separatistas. Com a morte de D. Henrique, sua mulher Dona Teresa lutou pela independência. O seu filho D. Afonso Henriques, que apoiou a mãe nessa luta, foi o fundador do reino de Portugal, em 1139, e o seu primeiro rei. O reino de Portugal foi posteriormente reconhecido por Afonso VII de Leão e pela Igreja, que santificou o rei com o nome de D. Afonso I, dando início à dinastia de Borgonha.

A partir de sua formação como reino independente de Leão, Portugal foi governado pela dinastia de Borgonha até 1383. Esse período distinguindo-se pela intensa luta de Portugal contra os mouros e pela progressiva conquista de territórios, consolidando finalmente seus limites com a incorporação da região do Algarves. As guerras de Reconquista influenciaram toda a organização do Estado português. A exigência de constante mobilização militar reforçou o poder do rei como chefe militar, facilitando a centralização política. Esse elemento destacou Portugal do resto da Europa, onde a descentralização política era uma particularidade dominante.

Devido à importância do rei, o feudalismo português teve uma característica peculiar: as terras conquistadas aos mouros e concedidas aos nobres não se converteram em domínios independentes, As instituições municipais eram fortes e subordinadas ao rei, e não aos nobres. Essa característica explica a precoce centralização política de Portugal. E assim, foi aformação de Portugal.

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