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	<title>Click Escolar &#187; Historia do Brasil</title>
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		<title>Descobrimento do Brasil</title>
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		<pubDate>Wed, 07 Dec 2011 03:01:17 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Historia do Brasil]]></category>
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		<description><![CDATA[História do Descobrimento do Brasil Em 22 de abril de 1500, as 13 caravelas lideradas por Pedro Álvares Cabral vindas de Portugal chegaram  ao Brasil e a primeira missa celebrada aconteceu em 26 de abril. Ao desembarcar, eles acreditavam tratar-se de um grande monte, e deram o nome de Monte Pascoal. Mas, na incerteza se [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.clickescolar.com.br/wp-content/uploads/2011/12/descobrimento-do-brasil.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-4440" title="descobrimento do brasil" src="http://www.clickescolar.com.br/wp-content/uploads/2011/12/descobrimento-do-brasil.jpg" alt="Descobrimento do Brasil" width="447" height="325" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>História do Descobrimento do Brasil</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Em 22 de abril de 1500, as 13 caravelas lideradas por Pedro Álvares Cabral vindas de Portugal chegaram  ao Brasil e a primeira missa celebrada aconteceu em 26 de abril. Ao desembarcar, eles acreditavam tratar-se de um grande monte, e deram o nome de Monte Pascoal. Mas, na incerteza se a terra se tratava de um continente ou uma ilha, Cabral alterou seu nome para Ilha de Vera Cruz. Após exploração realizada por expedições portuguesas, chegaram à conclusão de que a terra realmente se tratava de um continente e mais uma vez seu nome foi alterado, passando assim a se chamar Terra de Santa Cruz. Somente depois da descoberta do pau-brasil, no ano de 1511, finalmente o país passou a ser chamado de Brasil.</p>
<p style="text-align: justify;">A descoberta do Brasil ocorreu no período das grandes navegações, quando Portugal e Espanha exploravam o oceano em busca de novas terras. Alguns anos antes, em 1492, Cristóvão Colombo chegou a América, aumentando as expectativas dos exploradores. Por terem as mesmas ambições e com objetivo de evitar possíveis atritos pela posse das terras, Portugal e Espanha assinaram o Tratado de Tordesilhas, no ano de 1494. De acordo com o tratado, Portugal ficou com as terras recém descobertas que estavam a leste da linha imaginária ( 200 milhas a oeste das ilhas de Cabo Verde), e a Espanha ficou com as terras a oeste desta linha.</p>
<p style="text-align: justify;">Portugal continuava empenhado no comércio com as Índias, pois as especiarias que os portugueses encontravam lá eram de grande valia para sua comercialização na Europa. As especiarias comercializadas eram: cravo, pimenta, canela, noz moscada, gengibre, porcelanas orientais, seda, etc. Enquanto isso, no Brasil, o Pau-Brasil era extraído para que sua tinta vermelha fosse comercializada na Europa.</p>
<p style="text-align: justify;">No ano de 1530, com a expedição organizada por Martin Afonso de Souza, o interesse pela colonização da nova terra começou a ser sentido pela coroa portuguesa, pois havia um grande receio dos portugueses em perderem as novas terras para invasores que haviam ficado de fora do tratado de Tordesilhas. Navegadores e piratas da Holanda, França e Inglaterra, estavam praticando a retirada ilegal de madeira de nossas matas. A colonização seria uma das formas de ocupar e proteger o território. Para tanto, os portugueses começaram a fazer experiências com o plantio da cana-de-açúcar, visando um promissor comércio desta mercadoria na Europa.</p>
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		<title>Brasil Colônia &#8211; Ciclo do Ouro</title>
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		<pubDate>Tue, 06 Dec 2011 13:37:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ag3ws</dc:creator>
				<category><![CDATA[Historia do Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[ciclo do ouro]]></category>
		<category><![CDATA[colônia]]></category>

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		<description><![CDATA[CICLO DO OURO &#8211; século XVIII &#160; Em meados do século XVIII, as primeiras minas de ouro na região de Minas Gerais foram encontradas. Com isso, o centro econômico deslocou-se para a região Sudeste. A mão-de-obra escrava de origem africana, assim como nos engenhos do Nordeste, passou a ser usada nas minas. Com a exploração [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em>CICLO DO OURO</em></strong><strong> &#8211; século XVIII </strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em meados do século XVIII, as primeiras minas de ouro na região de Minas Gerais foram encontradas. Com isso, o centro econômico deslocou-se para a região Sudeste.</p>
<p>A mão-de-obra escrava de origem africana, assim como nos engenhos do Nordeste, passou a ser usada nas minas.</p>
<p>Com a exploração do ouro no Brasil, a Coroa Portuguesa passa a lucrar criando impostos e taxas. Entre os principais impostos estava o quinto. Quem encontrava ouro na colônia deveria pagar o quinto.</p>
<p>As cobranças excessivas de impostos, as punições e a fiscalização da coroa portuguesa provocaram reações na população. Várias revoltas ocorreram neste período, dentre elas a Revolta de Felipe de Santos.</p>
<p>Grande crescimento das cidades na região das minas, com grande urbanização, geração de empregos e desenvolvimento econômico.</p>
<p>Com a exploração do ouro, a região Sudeste desenvolveu-se muito, enquanto o Nordeste começou a entrar em crise. Neste contexto, a coroa portuguesa resolveu mudar a capital da colônia de Salvador parao Rio de Janeiro.</p>
<p>No campo artístico destaque para o Barroco Mineiro e seu principal representante: Aleijadinho.  <a href="http://www.clickescolar.com.br/wp-content/uploads/2011/12/ciclo-do-ouro.jpeg"><img class="aligncenter size-full wp-image-4421" title="ciclo-do-ouro" src="http://www.clickescolar.com.br/wp-content/uploads/2011/12/ciclo-do-ouro.jpeg" alt="O ciclo do Ouro no Brasil" width="250" height="274" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Brasil Colônia &#8211; Ciclo do Açúcar</title>
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		<pubDate>Tue, 06 Dec 2011 13:25:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ag3ws</dc:creator>
				<category><![CDATA[Historia do Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[cana-de-açúcar]]></category>
		<category><![CDATA[colônia]]></category>

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		<description><![CDATA[CICLO DO AÇÚCAR &#8211; 1530 até século XVII   Com a chegada da expedição de Martim Afonso de Souza ao Brasil no ano de 1530, deu-se início à colonização do Brasil e ao cultivo da cana-de-açúcar na região do Nordeste (região escolhida em função do clima e solo favoráveis). Em 1534 a Coroa portuguesa cria [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em>CICLO DO AÇÚCAR</em></strong><strong> &#8211; 1530 até século XVII</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Com a chegada da expedição de Martim Afonso de Souza ao Brasil no ano de 1530, deu-se início à colonização do Brasil e ao cultivo da cana-de-açúcar na região do Nordeste (região escolhida em função do clima e solo favoráveis).</p>
<p>Em 1534 a Coroa portuguesa cria o sistema de Capitanias Hereditárias para dividir o território brasileiro, facilitando a administração. O sistema fracassou e foi extinto em 1759.</p>
<p>O Governo-Geral foi criado pela coroa portuguesa em 1549, sua função era representar o rei português no Brasil, com a função de administrar a colônia.</p>
<p>Salvador se estabelece como capital do Brasil. A região nordeste torna-se a mais próspera do Brasil em função da economia impulsionada pela produção e comércio do açúcar.</p>
<p>Passou-se a usar a mão-de-obra africana nos engenhos de açúcar do Nordeste.</p>
<p>Entre os anos de 1630 e 1654 ocorre a invasão holandesa no Brasil, administrada por Maurício de Nassau.<br />
Os bandeirantes começam a explorar o interior do Brasil em busca de índios, escravos fugitivos e metais preciosos nos séculos XVI e XVII. Com isso, ampliam as fronteiras do Brasil além do Tratado de Tordesilhas.</p>
<p><strong> <a href="http://www.clickescolar.com.br/wp-content/uploads/2011/12/o-ciclo-da-cana-de-acucar75-jp.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-4417" title="engenho de cana-de-açúcar - Brasil colonial - Histoblog" src="http://www.clickescolar.com.br/wp-content/uploads/2011/12/o-ciclo-da-cana-de-acucar75-jp.jpg" alt="Mão-de-obra escrava no cultivo da cana-de-açúcar." width="285" height="285" /></a></strong></p>
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		<title>Brasil Colônia &#8211; Ciclo do Pau-Brasil</title>
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		<pubDate>Tue, 06 Dec 2011 13:22:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ag3ws</dc:creator>
				<category><![CDATA[Historia do Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[colônia]]></category>
		<category><![CDATA[pau-brasil]]></category>

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		<description><![CDATA[CICLO DO PAU-BRASIL &#8211; 1500 a 1530 &#160; Iniciou-se com a chegada dos portugueses ao Brasil no dia 22 de abril de 1500. O pau-brasil foi o primeiro produto a ser explorado nas terras brasileiras (região Nordeste) pelos portugueses. No período pré-colonial foi o produto que mais interessava à Coroa portuguesa das terras do Brasil. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em>CICLO DO PAU-BRASIL</em></strong><strong> &#8211; 1500 a 1530 </strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Iniciou-se com a chegada dos portugueses ao Brasil no dia 22 de abril de 1500.</p>
<p>O pau-brasil foi o primeiro produto a ser explorado nas terras brasileiras (região Nordeste) pelos portugueses. No período pré-colonial foi o produto que mais interessava à Coroa portuguesa das terras do Brasil. Os portugueses usavam a mão-de-obra indígena. A exploração desta árvore gerou riqueza ao governo português. Seu nome originou o nome do nosso país: Brasil.<strong><em></em></strong></p>
<p>A madeira era exportada e comercializada na Europa. Os portugueses usaram a região litorânea para construir feitorias que serviriam para armazenamento da madeira extraída.</p>
<p>Os índios já utilizavam o pau-brasil para a produção de arcos e flechas. Extraiam o corante de seu cerne utilizado em suas pinturas. As técnicas indígenas foram aprimoradas pelos portugueses que lhes deram inúmeras outras utilidades.</p>
<p>Neste ciclo, os portugueses não residiam no Brasil. Exploravam o pau-brasil e retornavam a Portugal.</p>
<p>Esta época foi marcada por ataques estrangeiros (ingleses, franceses e holandeses) à costa brasileira.</p>
<p><a href="http://www.clickescolar.com.br/wp-content/uploads/2011/12/uso_do_pau_brasil.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-4414" title="uso_do_pau_brasil" src="http://www.clickescolar.com.br/wp-content/uploads/2011/12/uso_do_pau_brasil-300x190.jpg" alt="Manejo para extrair tinta e sementes da madeira Pau-Brasil." width="300" height="190" /></a></p>
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		<title>Colonização Portuguesa</title>
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		<pubDate>Thu, 05 May 2011 04:35:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ag3ws</dc:creator>
				<category><![CDATA[Descobrimento do Brasil]]></category>

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		<description><![CDATA[A chegada dos portugueses ao Brasil, em 1500, não foi importante para os objetivos primordiais da expansão marítima portuguesa, pois não encontraram metais preciosos nem as famosas especiarias. Durante as três primeiras décadas (1500-1530), o Brasil foi relegado a segundo piano, visto que Portugal obtinha excelentes. lucros com o comércio asiático de especiarias. No Brasil, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-medium wp-image-4215" src="http://www.clickescolar.com.br/wp-content/uploads/2011/04/colonizacao-portuguesa-300x177.jpg" alt="" width="300" height="177" /></p>
<p style="text-align: justify;">A chegada dos portugueses ao Brasil, em 1500, não foi importante para os objetivos primordiais da expansão marítima portuguesa, pois não encontraram metais preciosos nem as famosas especiarias. Durante as três primeiras décadas (1500-1530), o Brasil foi relegado a segundo piano, visto que Portugal obtinha excelentes. lucros com o comércio asiático de especiarias. No Brasil, não havia grandes perspectivas comerciais para os europeus. O único produto de relativo valor econômico aqui encontrado foi o pau-brasil, que os europeus utilizavam na construção de casas e navios e como tintura na manufatura têxtil. A exploração dessa madeira foi nômade e predatória. Os exploradores montavam uma feitoria em determinado ponto do litoral e embarcavam o produto para a Europa; depois disso, abandonavam a feitoria, procurando outro local onde a madeira ainda não estivesse esgotada. O corte e o transporte da madeira até os navios eram realizados pelos indígenas, que recebiam em troca alguns produtos europeus que lhes atraíam o interesse.</p>
<p style="text-align: justify;">Não só portugueses, mas também franceses e espanhóis, freqüentavam o litoral brasileiro, traficando pau-brasil com os indígenas, com quem mantinham boas relações.</p>
<p style="text-align: justify;">Portugal enviou expedições guarda-costas para expulsar os franceses, mas elas não tiveram sucesso. Expulsos de uma parte do litoral, os contrabandistas ocupavam outros lugares da costa brasileira. O receio português de perder o Brasil aumentou’ quando a Espanha descobriu metais preciosos no México e no Peru, o que valorizou muito as terras americanas. Esse temor e a perda do monopólio do comércio oriental de especiarias levaram a coroa portuguesa a tomar a decisão de colonizar o Brasil.</p>
<p style="text-align: justify;">Para colonizar, era necessário uma atividade econômica permanente, que fixasse a população à terra. O produto escolhido para esse fim foi a cana-de-açúcar. Havia diversos motivos para isso:</p>
<p style="text-align: justify;">Portugal já era grande produtor de açúcar nas ilhas do Atlântico, como Açores e Cabo Verde, o que lhe permitira adquirir técnicas e conhecimentos; as condições naturais do nordeste brasileiro clima quente e úmido e solo de massapé eram favoráveis à produção da cana-de-açúcar; o produto possuía um mercado em expansão na Europa. O problema do mercado consumidor era de vital importância. eu século XVJ, o açúcar era uma especiaria, mas o aumento da produção açucareira fez os preços caberem. A solução para essa crise foi ampliar os mercados consumidores, obra feita pelos comerciantes holandeses, distribuidores do açúcar português na Europa. A colonização do Brasil era uma obra gigantesca, muito acima das forças econômicas da pequena nação portuguesa. Até então, a colonização de um país não há via sido feita por nenhuma nação mercantilista européia. Nas Índias, toda a produção de especiarias já estava montada. Ali, os portugueses simplesmente compravam e, depois, revendiam na Europa.</p>
<p style="text-align: justify;">No caso brasileiro, estava tudo por fazer. Era necessário derrubar a floresta, limpar o terreno, organizar a mão-de-obra e a administração, montar os engenhos. Isso exigia muito capital, que Portugal não possuía.</p>
<p style="text-align: justify;">Os beneficiários do comércio asiático de especiarias foram os comerciantes e os banqueiros das cidades italianas e da futura Holanda, que financiavam a expansão portuguesa. O pouco capital que ficou no reino foi gasto improdutivamente em guerras religiosas contra os muçulmanos, na África, e na construção de castelos e igrejas. Com a falta de capital, a coroa portuguesa recorreu a seus antigos associados, os holandeses. Eles emprestaram o capital e tomaram parte na montagem de alguns engenhos. Em troca, participavam da importação dos escravos negros, transportavam e distribuíam o açúcar na Europa e refinavam o produto em Antuérpia, já que eram os únicos que possuíam essa técnica. A montagem da economia açucareira exigia muita mão-de-obra. Portugal, reino subpovoado, não tinha condições de fornecer esses trabalhadores. A maior parte de sua população era formada de camponeses submetidos à dominação senhorial ou que haviam perdido suas propriedades para os iatifundiá rios. Enviados para o Brasil, onde a terra era virgem, abundante e praticamente de graça, tenderiam a apropriar-se da terra e a não trabalhar para os outros. Isto tornaria inviável a obra de colonização, já que a produção para o mercado externo exigia a montagem de grandes propriedades e muito capital. A solução encontrada foi a escravidão, utilizada pelos lusitanos desde os tempos medievais. Os primeiros escravos foram os indígenas encontrados no litoral. Entretanto, a mentalidade dos nossos indígenas não concebia o trabalho sedentário, rude e monótono, feito em benefício de outro homem. Entre eles não existia escravidão.</p>
<p style="text-align: justify;">Estavam acostumados a trabalhar coletivamente para a tribo e, satisfeitas as necessidades dessa, dedicavam o tempo livre ao lazer. Obrigados ao trabalho escravo sedentário e destruída sua organização e cultura tribal, morriam ou fugiam para os sertões. Além do mais, os maus-tratos dos colonizadores, as moléstias trazidas pelos europeus, como a varíola, o sarampo, a gripe e as doenças venéreas, para as quais os indígenas não tinham resistência, também contribuíram para o despovoamento do litoral onde se produzia a cana-de-açúcar. A mão-de-obra indígena começou a escassear. Introduziu-se a escravidão negra. Mas, no século XVII, os negros ainda eram minoria em relação aos escravos indígenas. Na pecuária e nas capitanias mais pobres, o índio continuou a ser usado como mão-de-obra compulsória.</p>
<p style="text-align: justify;">O sistema de capitanias hereditárias era politicamente descentralizado, pois o donatário detinha a maior autoridade em seus domínios, monopolizando os poderes político e judiciário. Mas, apesar da autonomia dos donatários, o Estado absolutista português não se afastou da colonização; pelo contrário, fez do capitão um delegado do poder real, que agia em nome do soberano e estava sujeito a suas ordens. As capitanias funcionavam como empresas particulares, pois o donatário era responsável pelo investimento inicial, pela direção do empreendimento e pelo incentivo da produção dos colonos. Mas ele não era o proprietário privado das terras da capitania, que pertenciam efetivamente ao rei.</p>
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