Expansão Colonialista Grega

Expansão Colonialista Grega

Durante o Período Homérico existia uma série de comunidades gregas espalhadas por todo o litoral e ilhas do Mar Egeu. Essas povoações tinham poucos vínculos entre si, mas, no final desse período, estabeleceram relações mais regulares que permitiram maior desenvolvimento de suas cidades-estados. Essa expansão ocorreu durante os séculos VIII e VI a.C. e foi grandiosa. Nenhum outro povo da Antiguidade possuiu tantas colônias em torno do Mar Mediterrâneo, estendendo o mundo grego desde as terras do Mar Negro até as costas das atuais Itália, França e Espanha, elevando assim o número de polis a quase 2 mil. No início, essa expansão colonizadora esteve ligada à busca de terras férteis, metais e matérias-primas, dos quais o território grego era carente. Mais tarde, foi intensificada pelos problemas sociais e de superpopulação.

No Período Arcaico, a aristocracia monopolizou o poder nas cidades gregas e tornou-o discriminatório e corrompido. Como dizia o poeta Hesíodo, as oligarquias eram compostas de “comedores de presentes”, que podemos traduzir como corruptos. Nesse período, os aristocratas costumavam fazer empréstimos aos pequenos proprietários, que lhes davam como garantia de pagamento a sua liberdade e a de seus familiares. Caso o empréstimo não fosse pago, o aristocrata poderia vender o devedor ou mantê-lo como escravo, o que tornava a escravidão por dívidas muito comum nessa época.

Nesse processo, os nobres concentravam, cada vez mais, a propriedade de terras. Em consequência, o alimento ficava mais caro para a população pobre. Para os pequenos proprietários, ameaçados de fome, de escravidão por dívidas ou, na melhor das hipóteses, de perda de suas propriedades, a melhor solução para fugir dessa sina era procurar novas terras e melhores condições de vida em outras regiões. Por outro lado, as cidades, dominadas pelas oligarquias, também queriam livrar-se desses indesejáveis, que poderiam criar agitações sociais.

A colonização não foi um empreendimento de reticulares, mas uma obra estatal, organizada e financiada pelos governos, que escolhiam o encarregado da expedição e designavam por sorteio os pobres que deveriam integrá-la. Estes não podiam recusar sua sorte, pois poderiam ser condenados à morte. Muitos imigrantes também se ofereciam para participar da expedição, esperando melhorar de vida. Mais tarde, outras motivações impulsionaram a colonização. Quando o comércio se desenvolveu, por exemplo, muitas cidades gregas interessaram-se em estabelecer feitorias comerciais em determinadas regiões. Outras colônias foram fundadas em regiões estratégicas que dominavam rotas marítimas.

As Colônias

As colônias conservavam a cultura da cidade de origem, mas constituíam uma nova cidade-estado, independente da cidade-mãe. Com ela, mantinham apenas relações amistosas e comerciais. Esse tipo de colônia chamava-se apoikia. Um outro tipo de colônia, chamado imporem, era uma mera feitoria estabelecida pelas cidades gregas em regiões que pudessem fornecer-lhes matérias-primas. Era um simples ponto de trocas entre duas sociedades diferentes: a dos gregos e a dos ‘bárbaros”. As relações entre os gregos e as populações nativas do lugar onde fundavam suas colônias eram as mais variadas possíveis. O mais comum era firmar acordos amigáveis e escravizar as populações conquistadas. Muitas dessas colônias foram vítimas das rivalidades entre as cidades-estados gregas. Elementos originários de uma cidade grega fundavam colônias e depois eram expulsos por indivíduos provenientes de cidades rivais. As próprias colônias, por sua vez, podiam se tornar cidades-mães ao fundarem, em outros lugares, de forma ditatorial. Esses governantes, apesar de representar os novos ricos, empreenderam reformas econômicas e sociais que favoreceram as classes populares, procurando obter seu apoio na luta contra a aristocracia tradicional. Os tiranos representaram, de certa forma, a transição para a polis do Período Clássico, pois suas reformas detiveram a crescente monopolização das terras pela aristocracia e propiciaram o desenvolvimento da democracia grega.

Para melhor compreender as lutas entre as classes na Grécia Antiga, estudaremos as características das duas principais cidades-estados gregas: Esparta e Atenas.novas colônias. Quanto mais se acentuava a colonização, mais se desenvolviam o comércio e as manufaturas na Grécia européia e nas cidades gregas do Oriente Médio. As lutas entre a aristocracia e a classe dos novos ricos, surgidas na fase de expansão, acirraram-se, como também se acentuou a radicalização dos pequenos proprietários contra a monopolização das terras pela antiga aristocracia.

Nesse quadro de conflitos de classes apareceram os tiranos, que governavam de forma ditatorial. Esses governantes, apesar de representar os novos ricos, empreenderam reformas econômicas e sociais que favoreceram as classes populares, procurando obter seu apoio na luta contra a aristocracia tradicional. Os tiranos representaram, de certa forma, a transição para a polis do Período Clássico, pois suas reformas detiveram a crescente monopolização das terras pela aristocracia e propiciaram o desenvolvimento da democracia grega.

Atualizado em: 27/10/2017 na categoria: História Geral