Fermentação

Quando está em condições de exercício intenso, o gás que é obtido através da respiração pulmonar passa a ser insuficiente para suprir as necessidades de células musculares para conseguir mais energia por meio da respiração celular.

Mesmo com a falta de gás oxigênio as células musculares conseguem liberar energia que está disponível na glicose, o que leva à formação e moléculas da ATP, mesmo que em pequenas quantidades. Quando estão nessas condições as células musculares são capazes de realizar a fermentação láctica, um processo muito idêntico com a glicólise que é o primeiro conjunto de reações que fazem parte da respiração celular.

Apesar de o rendimento energético ser menor , o fornecimento de energia é garantido pela fermentação. O ácido láctico que é formado nessas condições é associado a dores musculares e a fadiga que são características da prática intensa e esforçada de exercícios físicos. Segundo as pesquisas, foi constatado que as dores são ocasionadas por microlesões das fibras musculares, ou seja, o ácido láctico, que era o maior suspeito por causar essas dores não é o responsável pelo evento, pois ele é rapidamente eliminado e metabolizado.

A fermentação láctica que pode ser feita no interior das nossas células, também pode se feita por outros seres vivos como os protozoários, fungos e algumas bactérias, geralmente do gênero Lactobacillus que estão presente na fermentação do leite. O ácido que é produzido por essas bactérias é a causa da coagulação das proteínas do leite que forma o coalho. Devido a isso as bactérias são utilizadas para que queijos possam ser fabricados. Além dos queijos também é possível fabricar coalhadas e iogurtes.

Também há outro tipo de fermentação que pode ser realizado com alguns fungos. Um exemplo são as leveduras, que conseguem viver com a ausência de gás oxigênio.