
O Paraguai, desde sua independência, vinha conquistando um lugar de prestígio entre os países sulamericanos, pois havia erradicado o analfabetismo, instalado estradas de ferro, telégrafo, fábricas de pólvora, armas e até uma siderúrgica.
A população tinha boa alimentação e havia sido feita distribuição de terras aos agricultores.
O Paraguai tinha, porém, um problema:
Não tinha acesso ao mar.
Essa posição política e econômica não agradava à Inglaterra que sonhava dominar economicamente toda a América do Sul, através da exportação de manufaturados.
Durante o governo de Solano Lopes, havia uma luta em função de um acesso do Paraguai ao Oceano Atlântico, que deveria incluir regiões da Argentina, do Uruguai, a região de Mato Grosso e o Rio Grande do Sul.
A Inglaterra aproveitou o momento do impasse político e financiou o Brasil, a Argentina e o Uruguai numa guerra contra o Paraguai, que foi o mais longo e sangrento conflito armado, ocorrido na América do Sul.
A guerra iniciou-se em 1865 e terminou em 1870.
Nessa guerra, 70% da população do Paraguai foi exterminada e, no Brasil, serviu para fortalecer o prestígio do exército, mas abalou a economia do Império e influenciou a questão escravista.
Embora o Brasil saia vitorioso, a monarquia sai derrotada.
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