Métodos de estudo das células

Para estudar as células podemos usar métodos ópticos e cito químicos. Os primeiros permitem o exame morfológico dos componentes celulares, enquanto os segundos nos fornecem o conhecimento da composição de suas estruturas.

Métodos ópticos

O estudo das células in vivo, também chamado exame vital, pode ser feito observando a célula diretamente, sem coloração, ou empregando um corante. O exame vital é empregado para o estudo de células livres num meio líquido, de células isoladas de fragmentos de tecidos, de células de membranas ou de partes transparentes de animais (por exemplo, larvas de peixes e anfíbios). Para a coloração destas células usam-se principalmente verde Jacus, o vermelho neutro e o azul de metileno. Tais corantes, pelo fato de não matarem a célula, são denominados corantes vitais.

O estudo das células mortas consiste na preparação de delgadas fatias de tecidos, dispostas sobre lâminas de vidro e com espessura tal que permita a passagem da luz, de modo que as células possam ser estudadas por transparência.

A preparação de um corte de tecido compreende as fases de fixação, corte e coloração.

A fixação pode ser física (calor, congelamento) ou química (por líquidos fixa dores como o álcool, o formol e o ácido acético). A fixação evita a decomposição do tecido.

O corte dos tecidos vegetais pode ser feito com navalha ou lâmina de barbear; o dos tecidos animais é feito com o aparelho denominado micrótomo, que possui um mecanismo semelhante ao aparelho de cortar frios.

Com um pequeno fragmento de tecido obtém-se dezenas de cortes. Para facilitar essa operação, o tecido é previamente congelado ou incluído (mergulhado) em parafina líquida; espera-se então que esta se solidifique com o resfriamento. Em seguida, o fragmento de parafina contendo o tecido é colocado no aparelho. Os cortes obtidos são postos numa vasilha com água morna para que a parafina se derreta. A seguir, com um pincel, colhem-se as fatias de tecido, que são colocadas numa lâmina de vidro para receberem os corantes.

A coloração consiste na aplicação de substâncias corantes aos tecidos. As mais comuns são: azul de metileno, legou, nitrato de prata, verde Jacus, focinha, tetróxido de ósmio, hematoxilina e encena. Estes dois últimos são os corantes mais utilizados em Histologia (estudo dos tecidos). A hematoxilina cora o núcleo de azul-arroxeado; a encena cora o citoplasma de róseo.

Depois de submetida a esse tratamento, a célula pode ser observada ao microscópio. O mais comum, utilizado em escolas de primeiro e segundo graus, é o microscópio óptico. Nas instituições científicas é muito empregado o microscópio eletrônico. Além destes, há outros tipos, usados para finalidades mais restritas.

Microscópio óptico

Microscópio óptico ou microscópio composto é um aparelho que permite observar objetos transparentes grandemente aumentados (centenas de vezes). Sua unidade de medida é o mícron (is), que corresponde à milésima parte do milímetro (1 mícron = 0,001 mm).

Esse microscópio consta de partes mecânicas e partes ópticas conforme se pode observar na figura indicada. As partes mecânicas são: platina, pé, braço, canhão e revólver. As partes ópticas são: ocular e objetiva (sistemas de lentes em contato com o olho e com o objeto, respectivamente), condensador, diafragma e espelho. Esta última peça pode ser dispensada em microscópios com luz artificial direta.

Atualizado em: 04/09/2019 na categoria: Biologia