Migrações externas

A nível mundial, o panorama migratório pode ser assim simplificado: a Ásia parece ter sido o primeiro grande foco de dispersão populacional, sobretudo em direção à Europa, a qual por sua vez redistribuiu populações rumo à América, à África e à Oceania.

Migrações externas

A partir do século XVIII, e em especial durante o século XIX e primeira metade do século XX, o mundo conheceu um período migratório de grandes proporções. Nesse período, cerca de 60 milhões de europeus migraram para todas as partes do mundo, principalmente para a América e a Oceania. Milhões de asiáticos (chineses, indianos, japoneses e árabes) também migraram para a América (chineses nos EUA, indianos nas Guianas, japoneses no Brasil) e outros continentes, embora a maior parte tenha se dirigido para outros países do próprio continente (chineses para Malásia, Indonésia e Vietnã etc.; japoneses para a Coréia do Sul, Formosa e outros).

Dessa forma, podemos dizer que, durante muito tempo, a Ásia e a Europa desempenharam um papel tipicamente emigratório ou de repulsão populacional, ao passo que a América e a Oceania foram imigratórias ou de atração. A África não é exclusivamente atrativa nem repulsiva. Seus maiores contingentes imigratórios estão relacionados ao processo de colonização, e suas maiores perdas têm a ver com a saída, forçada de escravos e com o processo de descolonização, embora não seja desprezível o número de trabalhadores (marroquinos, argelinos etc.) que se têm dirigido principalmente para a Europa. Assim, migrações externas são os movimentos.

A Europa não é mais  aquela

De fato, a Europa transformou-se de área repulsiva em área de atração populacional.

Após um longo período marcado por constantes epidemias, fome, guerras, perseguições políticas e religiosas, a superação desses problemas e a prosperidade alcançada no período pós-Segunda Guerra Mundial fizeram da Europa uma das mais importantes áreas de atração populacional da atualidade. Milhões de pessoas de todo o mundo (descendentes ou não de europeus) estão se repatriando ou simplesmente migrando para o velho continente, sobretudo para os países mais prósperos como Alemanha, França, Bélgica, Holanda, Reino Unido e até mesmo para a Itália, país de tradição emigratória.

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