O Açúcar no Brasil Colônia

O Açúcar no Brasil Colônia

O Brasil era uma típica colônia de exploração mercantilista, onde se utilizava a economia de plantation, que significa grande propriedade monocultora voltada para a exportação. Esse tipo de economia foi introduzida, pelos europeus, em toda a América colonial tropical ou subtropical, com a finalidade básica de produzir gêneros agrícolas para o mercado europeu. No Brasil daquela época, o engenho açucareiro era o centro da vida socioeconômica do nordeste, região econômica mais importante durante a maior parte do período colonial. Para cultivar e colher a cana e produzir o açúcar, empregava-se basicamente o escravo negro.

A especialização da produção reduziu a policultura de subsistência, que era realizada apenas para atender a um mercado interno, constituído pelas populações das vilas e das fazendas de cana. Mas, com o crescimento da produção açucareira, a tendência foi a redução da produção de subsistência e o aumento das áreas canavieiras. A consequência disso foi uma grave crise de abastecimento nas cidades.

Quando os preços do açúcar subiam no mercado internacional, os fazendeiros usavam mais terras para os canaviais; quando os preços caíam, eles usavam terrenos mais extensos para a policultura. Essa produção de subsistência afetava os custos da produção de açúcar, pois baixava o custo da alimentação dos trabalhadores. O engenho compreendia a fábrica de açúcar e as terras onde a cana era plantada. Na fábrica, a cana era moída e seu caldo transfundo em melaço; depois, era purgado, filtrado e seco para, em seguida, ser embalado e levado até os portos, de onde seguia para a Europa, para ser refinado e comercializado.

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