O Domínio do Continente Africano

Os europeus conheciam a Africa desde o início da expansão marítima, principalmente Portugal que possuía as colônias de Angola e Moçambique.

Mas o século XIX, o século dos grandes lucros e das grandes empresas capitalistas européias preparava nova investida sobre a África.

A França

Nessa nova fase do colonialismo sobre a África, a França toma a dianteira, começando a dominar, em 1830, a Argélia.

Nesta região, os habitantes nativos, os árabes, se organizaram para lutar contra o invasor estrangeiro.

Todavia, a França, para não perder a Argélia, organiza a famigerada Legião Estrangeira para esmagar as rebeliões.

A Legião Estrangeira era composta de todos os marginais que queriam se salvar da perseguição da justiça na França, cujo governo os perdoava desde que fossem lutar na Africa contra os movimentos nacionalistas.

A França continua a expandir-se pela África e, aos poucos, vai anexando o Senegal, Guiné e o Gabão.

Todos esses territórios, somados a mais alguns outros, ficaram conhecidos como Africa Ocidental Francesa.

Os franceses dominaram também Madagascar e a Tunísia, entrando em choque com a Itália.

A Inglaterra, que não podia deixar a sua tradicional concorrente sozinha, começa a expansão pela Africa.

O plano da Inglaterra na Africa era transformá-la do Cairo ao Cabo em terras de propriedade de ingleses.

Apossa-se de inúmeros territórios na Africa Oriental: subindo desde a Africa do Sul, que já era sua, conquista a Rodésia, Uganda e Quênia.

Em seguida, entra em acordo com a França para dividir as áreas de influência e domínio: o Egito ficaria sob a influência da Inglaterra, enquanto que a França ficaria com o Marrocos.

Este fato provocou o protesto da Alemanha que queria partilhar o Marrocos como área de influência.

Embora o Egito mantivesse na aparência a situação de uma nação independente, estava sob a proteção da Inglaterra.

A esse tipo de relação colonial deu-se o nome de protetorado.

Graças a isso, o Egito perde o direito de ter ações na Companhia que estava construindo o Canal de Suez, que passou totalmente para as mãos dos ingleses.

As conquistas avassaladoras da Inglaterra continuavam vindas do sul em direção ao norte.

Para conquistar essas terras, os ingleses tiveram que travar uma feroz luta contra as tribos de zulus.

Os interesses dos ingleses nessas regiões se prendiam ao fato de serem ricos em diamante, e o rei do diamante, Cecil Rhodes, comandava essas expedições.

A Bélgica Conquista o Congo

Mesmo pequenos países como a Bélgica estavam ávidos por territórios.

As oportunidades para esses pequenos países eram poucas, mas a Bélgica soube aproveitá-las quando um explorador americano, tendo desbravado uma região do Congo, veio oferecer os serviços ao rei Leopoldo II, rei dos belgas.

Usando desculpas de que a exploração dessa região seria para pesquisas científicas e antropológicas, suas intenções verdadeiras, todavia, ficaram claras quando começou a dar concessões a grandes empresas a fim de explorarem as riquezas dessanação negra.

Outros países se interessaram pela rica região que começava a ser dominada pela Bélgica.

Para resolve essa questão, algumas nações européias se reuniram em 1885 em Berlim, sob a direção de Bismarck.

Dessa reunião se concluiu que o Congo deveria ser ocupado pelos europeus: a maior parte caberia à Bélgica; a França ficava com uma parte, o Congo Francês; e a Alemanha ficou com pequenos territórios mais ao norte.

Os europeus, para dominar o Congo e explorá-lo, exterminaram milhões de negros.

Atualizado em: 20/08/2018 na categoria: Idade Contemporânea