Origens da agricultura

A palavra agricultura, de origem latina, significa “cultivo dos campos”. A atividade agrícola parece ter surgido há cerca de 10.000 anos, na Mesopotâmia, com o cultivo de grãos e a criação de ovelhas.

O problema principal da agricultura na Mesopotâmia sempre foi a falta de chuvas, mais generosas apenas durante o inverno. Além do mais, os afluentes dos rios Tigre e Eufrates não eram muito caudalosos. Visando superar esses problemas e aproveitar melhor as terras férteis, os mesopotâmicos inventaram métodos para irrigar artificialmente os campos. A partir dos rios existentes, especialmente do Eufrates, escavaram e ramificaram inúmeros canais, o que permitiu expandir a área de terras cultiváveis e, além disso, aumentar a produtividade das terras que já cultivavam.

Os primeiros tipos de grãos cultivados foram a cevada e uma variedade do trigo (espelta). Pouco depois, passaram a cultivar também o centeio e a aveia. A seleção de grãos deve ter sido descoberta logo no início e de forma quase automática, comparando a germinação de grãos que caíam durante a colheita com o desenvolvimento daqueles grãos especialmente escolhidos para replantio, que originavam plantas mais fortes. Por sua vez, plantar em terra fértil estimulava novas e melhores  variedades, o que também deve ter sido levado em conta pelos primeiros agricultores.

O cultivo de novos grãos na agricultura

Com o passar do tempo, essas mesmas técnicas foram aplicadas com sucesso a outros cultivos, como legumes e frutas. Por fim, surgiu a pecuária, que permitiu a reprodução de ovinos, bovinos, suínos e caprinos para o consumo humano.

Essa atividade encontra-se, hoje, intimamente integrada à própria agricultura, o que explica a popularização do termo agropecuária. Os deslocamentos populacionais e a inter-relação entre os agrupamentos humanos, por sua vez, explicam por que um pequeno número de plantas espalhou-se pelo restante do planeta.

Algumas dessas plantas passaram a desempenhar importante papel na própria cultura de algumas civilizações. É o caso do milho para as civilizações pré-colombianas, do arroz para o Extremo Oriente, e do trigo e da cevada para a Europa e o Oriente Médio.

As grandes navegações difundiram ainda mais algumas plantas, que se tornaram alimentos importantes toda a humanidade. São exemplos clássicos o milho, originário da América, que passou a ser consumido na Europa, Ásia e África; a cana-de-açúcar e o arroz, que saíram da Ásia para o resto do mundo.


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