Petróleo

A formação o petróleo é uma substância oleosa constituída basicamente por uma combinação de carbono, hidrogênio e um hidrocarboneto líquido de densidade inferior à da água.

Sua origem é orgânica, pois se trata de uma substância formada pela deposição de restos animais e vegetais em ambientes planctônicos (são conjuntos de microrganismos que vivem em suspensão nas águas). Quanto ao processo de formação, tem origem, portanto, na deposição de restos orgânicos junto com a lama, no fundo de ambientes marinhos (litorais, golfos, baías, deitas, antigos mares etc.).

Com o decorrer do tempo, a matéria orgânica já decomposta e coberta por sucessivas camadas de sedimentos sofre transformações químicas e bioquímicas e dá origem ao petróleo.

Uma vez formado, o petróleo pode migrar do seu local de formação para outros locais, onde, dependendo das condições, como a existência de rochas impermeáveis formarão os depósitos ou lençóis petrolíferos. Na maioria dos casos, o petróleo encontra-se armazenado em rochas porosas, por exemplo, o calcário e o arenito, como se as rochas fossem esponjas embebidas com água. Nos depósitos petrolíferos, normalmente a água ocupa a parte inferior, em seguida vêm o óleo (petróleo) e, na parte superior, o gás (mais leve e menos denso).

Extração e aproveitamento

O petróleo pode ser encontrado em profundidades que variam desde algumas dezenas até centenas ou milhares de metros. Existem poços com profundidade de até 7.000 m. Até chegar ao consumidor final, o petróleo passa por várias etapas:

– Pesquisa ou prospecção. Fase inicial, que corresponde à localização e avaliação das áreas petrolíferas, geralmente as bacias sedimentares terciárias.

– Extração. Compreende a perfuração do poço e a extração propriamente dita. A seguir procede-se ao transporte do petróleo (geralmente feito através de oleodutos) até as refinarias.

– Refinação. Fase em que o petróleo é transformado, nas refinarias, em subprodutos pelo processo de destilação fracionada ou craqueamento. Pela destilação do petróleo obtêm- se, por exemplo, gasolina, gases, querosene, óleo diesel, óleo combustível, óleo lubrificante e asfalto.

Com o aproveitamento cada vez maior dos subprodutos pela petroquímica, bem como pelo aumento de seu consumo, as refinarias, que antes se situavam junto às áreas de extração, passaram a se localizar próximas aos mercados consumidores. Com isso, o transporte de petróleo bruto substituiu o transporte dos derivados. O Brasil, por exemplo, no início importava derivados de petróleo, hoje só importa petróleo bruto, que é refinado aqui no país.

Importância do petróleo

Utilizado comercialmente há menos de 150 anos, o petróleo tornou-se o combustível mais importante da atualidade. Seu valor resulta das inúmeras vantagens que apresenta quando comparado aos combustíveis sólidos, especialmente o carvão mineral. Suas principais vantagens ocorrem sob a forma líquida, sendo por isso de mais fácil extração e o transporte é bastante versátil, isto é, tem aplicações muito diversificadas, possui maior poder calorífico que o carvão e  é menos poluente que o carvão.

Devido às características e vantagens que apresenta, a produção e o consumo do petróleo aumentaram enormemente ao longo do tempo, superando inclusive o carvão mineral. Isso, porém, não quer dizer que a produção e o consumo do carvão mineral tenham diminuído.

Criada em 1270 por John Rockefeller, a Standard Oil tornou-se a mais importante empresa refinadora de petróleo norte-americana e deu origem ao maior truste da história do petróleo. Por volta de 1910, a Standard Oil controlava nada menos que 115 empresas espalhadas pelos EUA e por diversos outros países. Acusada pela segunda vez de exercer monopólio, foi dissolvida pela Suprema Corte de Justiça dos Estados Unidos.

Rockefelier reduziu o número de empresas e reorganizou o grupo, fortalecendo a partir de então a Standard Oil of New Jersey. Não contente com os limites do mercado interno, a Standard Oil lançou seus tentáculos para o exterior. Ao fazê-lo, entrou em confronto com a Royal-Dutch Shell, empresa criada em 1907 pela fusão da Royal-Dutch (holandesa) e da Shell (empresa inglesa que no início transportava conchas no Pacífico).

A presença da Standard Oil no exterior provocou a entrada da Shell no mercado interno dos EUA, estabelecendo-se verdadeira guerra de concorrência entre os dois grupos. Essa guerra só terminou quando as duas empresas, ao tentarem controlar a produção petrolífera da Rússia, foram impedidas pela vitoriosa Revolução Russa de 1917. O passo seguinte foi a aproximação entre ambas e a consequente formação em 1928 do famoso cartel das sete irmãs do petróleo, constituído por cinco empresas norte-americanas (Standard 011 de New Jersey ou Exxon, Texaco, Mobil Oil, Gulf Oil e Standard Oil da Califórnia ou Chevron), pela RoyalDutch Shell e pela British Petroleum (estatal inglesa).

A partir de então, as sete irmãs passaram a reinar de modo absoluto sobre o mundo do petróleo apoiadas nos seguintes princípios básicos: dividir de forma equitativa o mercado mundial do petróleo; dar a cada uma das empresas prioridade no abastecimento do mercado mais próximo; uniformizar o preço do produto e estar em harmonia com as empresas participantes do cartel.

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