Primeira Revolução Industrial

O início do processo industrial, além de caracterizar-se por uma série de invenções que revolucionaram as técnicas de produção, os meios de transporte e de comunicação, apresentou o crescimento acelerado das cidades, a formação da classe operária e suas primeiras reações às condições de vida e de trabalho que resultaram do processo de industrialização. Entre as principais inovações técnicas surgidas na Primeira Revolução Industrial merecem destaque:

– A máquina de fiar inventada em 1767 por James Hargreaves e batizada com o nome de Spinning Jenny;

– O bastidor hidráulico  construído em 1769 por Richard Arkwright e conhecido como water machine;

– A máquina de fiar híbrida  combinação da máquina de fiar com o bastidor hidráulico, realizada em 1779 por Samuel Compton e que recebeu a denominação de mula rnachine;

– O tear mecânico, patenteado em 1785 pelo reverendo Edmund Cartwright;

– A máquina a vapor aperfeiçoada em 1769 por James Watt e que assinalou o início da Revolução Industrial, com a substituição da energia física pela energia mecânica no processo de produção de mercadorias.

A industrialização revolucionou também o setor de transportes com duas grandes invenções: o barco a vapor, inventado em 1807 pelo norte-americano I Robert Fulton, que promoveu uma revolução no sistema de transporte marítimo; a locomotiva construída em 1825 por George Stephenson, que revolucionou o sistema de transporte terrestre; o telégrafo, inventado por Samuel Morse, que revolucionou, por sua vez, o sistema de comunicações. Em 1844 era instalada a primeira linha telegráfica, ligando Baltimore a Washington, nos Estados Unidos.

A Revolução Industrial acelerou o processo de migração do campo para a cidade, o que intensificou o crescimento da população urbana. Destituída da posse dos instrumentos de trabalho (ferramentas e utensílios) e da propriedade dos meios de produção (fábricas e máquinas), essa classe foi submetida no inicio da industrialização a extenuantes condições de vida e de trabalho.

A jornada de trabalho nas primeiras décadas da industrialização tinha durações de 14 a 16 horas diárias. Os baixos salários, em consequência da abundância de mão de obra e da utilização das máquinas, rediziam o preço da força de trabalho a níveis de mera subsistência. O desemprego levou à formação do exército industrial de reserva  imenso contingente de operários sem emprego que constituíam mão de obra disponível  e à utilização do trabalho de mulheres e crianças na produção industrial.

Na Inglaterra a miséria e o desemprego produzidos pela Primeira Revolução Industrial acabaram por desencadear um movimento espontâneo de destruição das máquinas pelos operários, que ficou conhecido como Lusismo e que foi severamente reprimido pelas autoridades inglesas.

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