O que é um Texto Narrativo?

O texto narrativo é um gênero textual que conta as ações de um ou mais personagens em um determinado tempo e espaço. Na maioria dos casos, sua estrutura é de prosa, contando fatos e acontecimentos dos personagens por meio de um narrador.

Tipos de texto narrativo e suas características

O texto narrativo é um dos gêneros que mais conta com tipos de textos diferentes. Entre eles, os mais conhecidos são:

  • Conto: é uma das narrativas mais curtas, contendo poucos personagens. Relata a história de uma situação que acontece com um dos personagens, mas que não está tão presente no cotidiano dos leitores. Pode conter traços do mundo real ou imaginário;
  • Crônica: ao longo de seu desenvolvimento ela narra fatos do cotidiano, situações que já vivenciamos ao longo da vida. Também utiliza muito da ironia e do sarcasmo para sua construção;
  • Fábula: tem como principal objetivo transmitir um ensinamento e sempre conta com uma moral final. Seus personagens são animais que possuem características de socialização semelhantes aos humanos;
  • Lenda: é o tipo de texto narrativo que conta uma história fictícia com personagens ou lugares reais. Normalmente conta com elementos mais lúdicos e fantasiosos.

Como fazer um texto narrativo?

Para confeccionar um bom texto narrativo é necessário seguir a estrutura correta, que deve conter:

  • Apresentação: é a introdução de seu texto, deve apresentar os personagens, local e tempo em que ocorrerá a história;
  • Desenvolvimento: com foco nos personagens. O desenvolvimento representa grande parte da história, no qual deve apresentar as ações dos personagens e o desenrolar de seu texto narrativo;
  • Clímax: deve ser o momento mais emocionante de sua história, que prende o leitor aos acontecimentos;
  • Desfecho: ou conclusão da história, é o momento em que você encerra sua narrativa, colocando ponto final em todos os conflitosdos personagens.

Exemplo de texto narrativo pronto

Confira dois trechos de textos narrativos de grandes obras.

“E ele, caminhando devagar sob as acácias, sentia no sombrio silêncio as pancadas desordenadas do seu coração. Subiu os três degraus de pedra – que lhe pareciam já de uma casa estranha. (…) Ali ficou. Melanie, com o xale na mão, veio dizer-lhe que a senhora estava na sala das tapeçarias… Carlos entrou. (…) E correu para ele, arrebatou-lhe as mãos, sem poder falar, soluçando, tremendo toda.”

(Os Maias, Eça de Queirós)

“Camilo pegou-lhe nas mãos, e olhou para ela sério e fixo. Jurou que lhe queria muito, e que os seus sustos pareciam de criança; em todo o caso, quando tivesse algum receio, a melhor cartomante era ele mesmo.

Depois, repreendeu-a; disse-lhe que era imprudente andar por essas casas.

Vilela podia sabe-lo, e depois.

– Qual saber! Tive muita cautela, ao entrar na casa.

– Onde é a casa?

– Aqui perto, na Rua da Guarda Velha…”

(A Cartomante, Machado de Assis).