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As Maquiladoras

Deste quadro deprimente, a situação mais revogante se dá nas maquiladoras  as empresas que se instalam na fronteira dos dois países, em cidades como Ti Juana, Mexi Cali, Matamoros e CiudadJuarez.

Maquila é um tipo de empresa que surgiu no México na década de 60, como forma de gerar empregos nas regiões pobres da fronteira com os Estados Unidos. Amavam exclusivamente na montagem e etiquetagem de produtos exportáveis, a partir de componentes importados, sem respeitar as leis de trabalho e as normas ambientais. Uma atividade, portanto, que não agrega nem valor nem tecnologia.

Com o advento do Nafta, o fenômeno se expandiu devido à inexistência de tarifas entre os três países, o que favoreceu a importação de componentes e a exportação de produtos acabados.

Atualmente existem no México cerca de 4 mil empresas deste tipo, também chamadas de “processadoras para exportação”, produzindo acessórios eletrônicos, equipamentos mecânicos, produtos têxteis, brinquedos, comida enlatada e produtos químicos. A maior parte do capital, da matéria-prima e até do gerenciamento é norte-americana, e quase toda a produção é exportada  a maioria sem qualquer tributação ou fiscalização.

Além das péssimas condições de trabalho, a média salarial nas maquiladoras é de somente três dólares por dia. Normalmente os trabalhadores vivem em favelas, sem eletricidade, esgotos ou água encanada. A instabilidade e a precariedade dos empregos fazem com que muitos mexicanos procurem melhor sorte atravessando a fronteira com os EUA.

Desde 1994, porém, com a introdução do Nafta, aumentou a repressão nas áreas fronteiriças.

Em 1999, o número de mortes registradas nas tentativas de cruzar as fronteiras foi de 325, em 2000, pulou para 491. Pessoas já morreram no chamado Muro da Vergonha, a cerca que separa o México dos EUA, do que em toda a história do Muro de Berlim.

O nível de agentes químicos nas fontes de água potável subiu 50 mil vezes. Segundo a ONG Texas Gemer for PolicyStudies, em 1996 as maquiladoras depositaram cerca de 8 mil toneladas de agentes poluentes na fronteira. Assim, são sombrias as perspectivas da implantação da Àlca.

Se o Nafta representou menos soberania, menos democracia e mais regressão social para os trabalhadores dos EUA, Canadá e México, o mesmo destino está reservado a outros povos do continente. Como afirma uma autoridade no tema, o embaixador Samuel pinheiro Guimarães, “é possível saber com razoável precisão como será a ALCA será como o Nafta. E naquilo que for diferente será diferente para ser mais favorável aos Estados Unidos. O crescimento vertiginoso das maquiladoras também acelerou a degradação ambiental na região fronteiriça.

Atualizado em: 27/10/2017 na categoria: Geografia Geral