Coronelismo

Coronelismo é um fenômeno da política brasileira onde a figura do coronel detentor de propriedades e dos meios de produção exercia seu poder através da força e de troca de favores.

Era composto por políticos locais, comerciantes e grandes detentores de terra, eram tidos como autoridades incontestáveis exercendo pleno poder sobre a população e os destinos políticos e econômicos da cidade ou região.

Os coronéis tinham o poder de recrutamento para comporem as forças militares, desta forma tinham pleno controle sobre os espaços representativos. Sendo assim reprimiam qualquer manifestação contrária a seus interesses.

Por outro lado, os coronéis distribuíam benefícios, apadrinhava crianças que nasciam em suas terras e patrocinava festas locais, dessa forma estabeleciam um vínculo cercado de medo com os empregados, prática também chamada de clientelismo.

Foram os Coronéis que iniciaram as práticas que levariam o nome de “curral eleitoral” que era o território dominado pelo coronel e o “voto de cabresto” que consistia obrigatoriedade dos empregados votarem nos candidatos sugeridos pelo patão, caso houvesse se recusasse o empregado poderia sofrer violência física que por diversas vezes levava ao falecimento.

Coronelismo no Nordeste

O coronelismo no Nordeste não se distingue do restante do Brasil, com início no período das capitanias hereditárias, o coronelismo foi constitucionalizado com a criação da guarda nacional, os coronéis possuíam essa patente cedida pelo governo.

O coronelismo foi perdendo força com o desenvolvimento das áreas urbanas e a ascensão de novas classes socias, entretanto, ainda pode se encontrar formas semelhantes as praticas aplicadas desde a época da republica velha.

Atualizado em: 04/04/2019 na categoria: Destaque