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Origens do povo Hebreu

As origens do povo hebreu estão relatadas no Gênesis, um dos livros do Antigo Testamento. Segundo esse livro, os antepassados dos hebreus migraram para Canaã, depois da denominada Palestina pelos romanos, vindos do norte da Mesopotâmia (Harran), estando estabelecida, anteriormente, na cidade de Ur, na Baixa Mesopotâmia.

A Palestina é uma estreita faixa de terra banhada pelo Rio Jordão e localizada a sudeste do atual Líbano. O capítulo 12 do Gênesis ajuda-nos a entender a origem dos hebreus, quando relata o diálogo entre Javé, deus dos hebreus e Abraão, um dos patriarcas desse povo. Disse Javé: “Sai da tua terra, e da tua parentela, e da casa de teu pai, e vem para a terra que te mostrarei. E eu te farei pai de um grande povo, e te abençoarei; tornarei célebre o teu nome, e tu serás bendito”. Esse relato, apesar de ser bem posterior aos fatos narrados, pois Javé não era ainda o deus dos hebreus, permite-nos algumas conclusões.

Os antepassados dos hebreus pertenciam a clãs pastoris seminômades que, por vontade de seu deus, dirigiram-se para Canaã, a Terra Prometida, liderados pelos patriarcas, chefes dessas extensas famílias. Durante muito tempo, os historiadores acreditaram que os patriarcas eram personagens lendárias. Mas, no século XX, descobertas arqueológicas permitem confirmar, pelo menos em parte, a veracidade das tradições patriarcais. Essas tradições e os costumes patriarcais dos hebreus apresentam semelhanças com as instituições jurídicas e sociais do Oriente Médio. A Terra Prometida dos hebreus era um pequeno território próximo do Mar Mediterrâneo e das cadeias montanhosas do Líbano.

Essa região atraía os povos nômades do Oriente Médio, pois se trata de um lugar onde a agricultura é possível, graças ao volume de chuvas, rios e fontes. Além disso, era o ponto de convergência das rotas caravaneiros de comércio que iam do Egito para o Oriente Médio. Quando os antepassados dos hebreus dirigiram-se para Canaã, encontraram ali diversos povos em processo de sedentarizarão. A maior parte era de semitas, como os hebreus, embora pertencessem a grupos diferentes e vindos em épocas distintas. Apesar dessa variedade, havia uma unidade religiosa, pois, ao menos no início, todos praticavam a religião Cananeia, fortemente naturalista e agrária.

Os antepassados dos hebreus viviam em clãs, compostos pelo patriarca, seus filhos, mulheres e servos, que se dedicavam ao pastoreio. No seio de cada clã, o poder e o prestígio eram personificados pelo patriarca e os contatos com outros clãs esporádicos.

A religião dos patriarcas caracterizava-se pelo culto do “deus do pai”. No Gênesis, muitas vezes, aparecem as expressões: “o deus do meu! teu! seu pai” ou o “deus do teu pai Abraão”.

O “deus do pai” era primitivamente o deus do antepassado imediato que os filhos reconheciam. Era o deus de um povo nômade, sem santuário, ligado a um grupo de homens que acompanhava e protegia. Quando chegaram a Canaã, os patriarcas depararam-se com o culto que os habitantes mais antigos da região dedicavam ao deus El, o pai dos deuses e dos homens, criador e governante do Universo.

Com o tempo, essa divindade passou a ser vista pelo povo hebreu como o deus no qual eles acreditavam. Nascia, assim, uma religião que mesclava diversos costumes e pregava a crença num único deus criador. Os patriarcas sacrificavam animais, erguiam ai tares e untavam pedras com óleo em homenagem a seu deus. Não existiam sacerdotes. Os animais sacrificados, depois de servidos à divindade, eram deglutidos pelo patriarca e seus familiares.

 

Atualizado em: 27/10/2017 na categoria: Historia do Brasil