Guerra do Peloponeso e Declínio da Civilização Grega

Guerra do Peloponeso

No século V a.C., havia na Grécia duas grandes forças: a Confederação de Delos (também chamada de Liga Marítima Ateniense) e a Liga do Peloponeso, liderada por Esparta. Esta última reunia cidades agrícolas e militaristas. O incremento do comércio e o fortalecimento militar de Atenas aumentaram sua influência sobre os outros Estados gregos. Os atenienses apoiavam abertamente a democratização de todas as cidades sob sua hegemonia, pois acreditavam que a abertura política promoveria maior dinamismo no comércio.

Por outro lado, Esparta defendia uma política oligárquica, rejeitando qualquer interferência de Estados com outra orientação. Atenas e Esparta lideravam, então, modelos políticos que não eram apenas diferentes entre si: eram opostos. Essa divergência quanto às concepções políticas ainda não é suficiente para explicar as diferenças entre as duas associações de cidades. A causa fundamental era que Atenas queria controlar rotas comerciais que uniam o Oriente ao Ocidente, afetando o interesse de algumas cidades da Liga do Peloponeso. Em 431 a.C., estourou a guerra entre Atenas e seus aliados e a Liga do Peloponeso. Correrá, colônia de Corinto, ponte natural entre a Grécia e o Ocidente, queria celebrar com Atenas uma aliança, que daria a esta condições de dominar o comércio com o Ocidente. Pressionada por Corinto, Esparta iniciou a Guerra do Peloponeso, que durou 28 anos, envolvendo quase todas as cidades-estados gregas.

Declínio de Atenas

Os primeiros anos de luta foram marcados pela vitória da Liga do Peloponeso na Ataca, onde desenvolveram a agricultura, e pelas expedições vitoriosas dos atenienses ao litoral da Península Balcânica. Na Ativa, os fugitivos da guerra concentraram- se em Atenas, provocando uma superpopulação. Uma epidemia, conhecida como “Peste do Egito”, causou a morte de milhares de habitantes, incluindo Péricles. A guerra estava equilibrada e as cidades beligerantes desgastadas. Por isso, em 421 a.C., foi firmada a Paz de Nícias (sendo esse o nome de um governante de Atenas).

Aproveitando-se disso, as cidades aliadas a Atenas procuraram se libertar de sua opressão, ameaçando todo o sistema democrático que se apoiava na cobrança de tributos. A saída para essa crise era uma grande vitória militar contra a Liga do Peloponeso. Assim, em 415 a.C., foi preparada uma grande esquadra, comandada por Alcebíades, para atacar a Sicília e outras regiões da Itália, colônias de onde provinham os alimentos para Esparta e seus aliados. Porém, acusado de impiedoso por seus adversários políticos em Atenas, Alcebíades fugiu para Esparta e traiu os atenienses. Esparta enviou então um poderoso exército para a Cecília e derrotou a frota de Atenas.

Os espartanos voltaram a atacar a Ataca. Os escravos fugiram e a economia ateniense entrou em decadência. Em todas as cidades dominadas por Atenas, os aristocratas rebelavam-se, tomavam o poder e passavam para o lado dos espartanos, que se aliaram aos persas em troca do financiamento de uma frota de navios para invadir Atenas, deixando, assim, o caminho livre para que os medos conquistassem as colônias gregas na Ásia Menor. Em 405 a.C., a esquadra ateniense foi derrotada.

Em Atenas, a aristocracia, com o apoio das tropas espartanas, tomou o poder dos democratas. Esse governo ficou conhecido como Tirania dos Trinta, porque era formado por 30 aristocratas. A Tirania dos Trinta dissolveu a Confederação de Delos e entregou o resto da frota ateniense a Esparta. A ordem democrática foi destruída em Atenas e nas cidades aliadas.

Atualizado em: 27/10/2017 na categoria: História Geral