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Reconstrução do Japão após a Segunda Guerra

A Rápida Reconstrução do Japão após a Segunda Guerra Mundial

Logo após a Segunda Guerra Mundial, as relações entre os Estados Unidos e o Japão foram norteadas pelo Plano Colombo. Esse plano, cuja intenção era manter o Extremo Oriente sob a esfera de influência norte-americana, baseou-se em empréstimos voltados para a reconstrução do capitalismo japonês. Nessa época, os Estados Unidos impuseram ao Japão condições bastante duras, como a proibição de militarizar-se. Mas as imposições não transformaram o país numa economia periférica do capitalismo mundial. Ao contrário, permitiram uma política de desenvolvimento econômico muito bem-sucedida.

Entre os princípios dessa política, podem ser destacados:

  • Elevada qualificação profissional da mão de obra;
  • Rigorosos programas de controle de qualidade dos produtos industrializados, baseados em cálculos estatísticos;
  • Direcionamento de grande parte da produção industrial para o mercado externo, estimulado por uma forte desvalorização da moeda japonesa, o iene;
  • Construção de grandes e modernos navios, que baratearam o frete para os distantes mercados consumidores do Ocidente;
  • Maciços investimentos em P&D (Pesquisa e Desenvolvimento), que resultaram, por exemplo, na robotização e na miniaturização de suas mercadorias altamente sofisticadas, como os microeletrônicos e a nanotecnologia.

Em poucas décadas, uma notável expansão industrial conduziu o Japão à segunda posição entre as maiores economias do mundo. Na década de 1980, o lucro das indústrias fortaleceu o sistema financeiro do país. No final dessa década, dos dez maiores bancos mundiais, oito eram japoneses. Consequentemente, no início dos anos 90 surgiram incentivos para a criação de novos pólos industriais, mais dinâmicos, típicos da Terceira Revolução Industrial. Nasceram, assim, áreas industriais mais afastadas das grandes concentrações urbanas dos eixos Tóquio-Osaka e Osaka-Fukuoka. Tal medida visa, inclusive, amenizar os graves problemas ambientais e estruturais observados atualmente nessas megalópoles, como a chuva ácida, a poluição atmosférica e a falta de espaço em um país insular pequeno e muito populoso.

Atualizado em: 27/10/2017 na categoria: Geografia Geral