Os satélites e suas múltiplas funções

Desde a Guerra Fria, a tecnologia dos satélites passou a fazer parte, cada vez mais, de nosso cotidiano. As previsões do tempo, as clareiras de desmatamento, a imagem das manchas de petróleo, as áreas de agricultura, a temperatura da terra e o degelo dos polos são exemplos de fenômenos que podem ser captados pelos satélites. Essa evolução, evidentemente, foi absorvida pela cartografia, que passou a utilizar informações muito mais precisas.

Além disso, o dinamismo e a rapidez com que os satélites fornecem essas informações têm agilizado muito a repercussão das mudanças no espaço geográfico e a capacidade de tomar decisões. As imagens de satélites que identificam as queimadas e a devastação na Amazônia, por exemplo, nos últimos anos promoveram a adoção de várias medidas preventivas voltadas para a preservação ambiental.

Alguns satélites permanecem a 800 km de altitude; outros, a uma altitude de 37.000 km. Alguns deles, chamados de geoestacionários, giram com a mesma velocidade da Terra e, portanto, estão sempre no mesmo ponto no espaço para quem os observa a partir da superfície do planeta. Eles podem transmitir informações em tempo real para quase metade do planeta. Vários deles fornecem imagens a cada meia hora, permitindo observar a evolução de frentes frias e quentes, bem como a formação de tufões e furacões.

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