Cantigas de amor do trovadorismo

O estudo da literatura em seus mais variados temas exige uma compreensão completa das questões relacionadas com cada uma de suas escolas e ao considerar o início dos movimentos literários em Portugal é preciso aprofundar no conhecimento relacionado com as cantigas de amor do trovadorismo.

Esta forma de manifestação literária no período inicial da literatura portuguesa consistia em poesias cantadas e até mesmo dançadas pelos trovadores e jograis contando histórias relacionadas com os amores impossíveis desta época.

Por sua importância histórica e também pelo fato de que são temas constantes no Enem ou vestibulares espalhados em todo o país vamos mostrar a seguir as principais informações relacionadas com este assunto para você estudante.

Conceito das cantigas de amor

As cantigas de amor eram feitas pelos trovadores consistindo de forma conceitual em poesias possuidoras de uma beleza e pureza natural muito grande as quais para serem bem compreendidas precisam ser analisadas segundo a cultura de sua época.

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Neste caso específico elas se referiam às canções nas quais os trovadores confessavam seu amor por uma mulher desejada que era pertencente à corte, na maioria das vezes, impedindo o seu acesso e possibilidade de realização do sentimento existente.

No entanto, este amor na maioria das vezes era impossível e estas cantigas continham a dor e angústia do trovador pelo seu sentimento não correspondido sem a presença de erotismo mas sim de um amor transcendente que chega ao aspecto espiritual.

Como exemplo deste tipo de composição da época do trovadorismo veja uma cantiga de amor feita pelo trovador Pero Garcia Burgalês:

Ai eu coitad! E por que vi
a dona que por meu mal vi!
Ca Deus lo sabe, poila vi,
nunca já mais prazer ar vi;
ca de quantas donas eu vi,
tam bõa dona nunca vi.

Tam comprida de todo bem,
per boa fé, esto sei bem,
se Nostro Senhor me dê bem
dela! Que eu quero gram bem,
per boa fé, nom por meu bem!
Ca pero que lh’eu quero bem,
non sabe ca lhe quero bem.

Ca lho nego pola veer,
pero nona posso veer!
Mais Deus, que mi a fezo veer,
rogu’eu que mi a faça veer;
e se mi a non fazer veer.
Sei bem que non posso veer
prazer nunca sem a veer.

Ca lhe quero melhor ca mim,
pero non o sabe per mim,
a que eu vi por mal de mi[m].

Nem outre já, mentr’ eu o sem
houver; mais s perder o sem,
dire[i]-o com mingua de sem;

Ca vedes que ouço dizer
que mingua de sem faz dizer
a home o que non quer dizer!

Atualizado em: 20/08/2018 na categoria: Literatura