O Fim do Bloco Socialista

Em muitos países, o fim do socialismo real; do bloco socialista foi acompanhado por violentos conflitos. Foi o caso da antiga Iugoslávia, desmembrada por diversas guerras motivadas por razões étnicas. Em outros países, como a Tchecoslováquia, o fim do regime socialista foi curto e de forma pacífica. Assim, em 1 de janeiro de 1993, surgiram, sem derramamento de sangue, dois novos países: a República Tcheca e a República Eslovaca. Contudo, a mudança política e econômica de maior repercussão histórica se daria na ex Alemanha Oriental.

Em 14 de novembro de 1989, pessoas de todas as idades fizeram uma enorme manifestação diante do muro de Berlim, que literalmente o derrubou. Estava preparada a reunificação alemã que, finalmente, se concretizou em 3 de outubro de 1990. No início do século XXI, mais de uma década após esses episódios, o antigo bloco soviético registrava duas realidades distintas. Em alguns locais como a Chechênia (uma das repúblicas da Rússia) e o Kosovo (província da Sérvia que se tornou protetorado da ONU) ainda existiam crises profundas e mesmo a iminência de guerras étnicas. Já em países como a República Tcheca, a Hungria e a Polônia, avançavam rapidamente as reformas estruturais de cunho capitalista, como a abertura comercial e financeira, as privatizações e o fechamento de milhares de velhas fábricas herdadas do período socialista. Essas medidas visam dar maior competitividade às empresas locais, para que possam enfrentar a forte concorrência mundial.

Atualizado em: 27/10/2017 na categoria: História Geral