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O Genos Grego

O Genos Grego

A formação social básica da Grécia do Período Homérico foi o genos, que era constituído por um grande grupo de homens e mulheres descendentes (ou que julgavam descender) de um antepassado comum. Era uma família extensa, em que vários casais conviviam sob uma autoridade comum, a do gerente, encarregado de dirigir a produção, os rituais religiosos e a chefia militar em época de guerra. No genos do Período Homérico, não havia sinal da existência da propriedade coletiva e da igualdade social. Na verdade, o genos era uma família aristocrática, que agregava toda a parentela do gerente, escravos e homens livres que dependiam da família para sobreviver. O gerente tinha o controle das terras, dos rebanhos, das ferramentas e também do produto do trabalho coletivo.

Fora dos genos, eram encontrados alguns trabalhadores desgarrados, como artesãos, trovadores, pequenos proprietários rurais, camponeses sem terras e médicos, que iam de genos em genos, oferecendo seus préstimos. Os pequenos proprietários rurais tinham de prestar serviços aos genos para complementar sua sobrevivência, pois suas terras normalmente eram pouco produtivas e não garantiam a alimentação de seus familiares.

A reunião de vários genos formava uma fraterna, que se constituía para cerimônias religiosas comuns e proteção militar. Quando algumas fraternas aparentadas uniam-se, formavam uma tribo. As tribos eram dirigidas por um rei – o Basílio. Em toda a Grécia homérica, os homens e mulheres livres pertenciam a uma fraterna, a uma tribo e a sua própria família, mas nem sempre pertenciam a um genos.

Atualizado em: 27/10/2017 na categoria: História Geral