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Ditadura Militar no Brasil

A ditadura militar ou regime militar no Brasil é o período entre 1964 e 1985, quando as Forças Armadas assumiram o governo do país. Generais do Exército se revezaram na presidência do Executivo.

Quais as motivações da ditadura militar?

Em um cenário de corrupção, no qual as necessidades básicas da população não eram atendidas, esse processo foi visto como revolucionário. A ideia era recuperar os aspectos social, econômico e político brasileiro. Da mesma forma, era uma maneira de proteger a nação da “ameaça comunista”, inclinando o país aos interesses norte-americanos.

Como aconteceu o golpe da ditadura militar?

Os rudimentos para esse sistema político começaram a ser forjados na queda do Estado Novo, primeiro governo de Getúlio Vargas, quando os oponentes do presidente populista começaram a se articular na União Democrática Nacional (UDN).

Anos mais tarde, com João Goulart no poder – outro presidente populista, com tendências sindicalistas, que não agradava a classe média –, foi desferido o golpe que instituiu a ditadura, oficialmente no dia 1º de abril de 1964. A justificativa era impedir o início de um socialismo operário e campesino no país.

Características da ditadura militar no Brasil

Entre as características mais marcantes desse tipo de governo estão a realização de arbitrariedades, o sufocamento à liberdade de expressão e a transgressão dos direitos humanos. Medidas repressivas davam o tom ao governo, que se colocava acima da Constituição Federal. Além disso, o judiciário também perdeu a sua autonomia.

Governo Militar

Inicialmente, a ideia era a de que os militares, no governo Castello Branco, assumiriam o poder temporariamente, e logo o entregariam a um civil, com as eleições marcadas para 1965. Mas isso não foi o que aconteceu. Com a justificativa de que o país ainda estaria sob perigo, teve início um governo ainda mais radical, representado porArtur da Costa e Silva, dando início ao que ficou conhecido como “anos de chumbo”.

O fechamento do Congresso Nacional, com o Ato Institucional nº5 (AI-5) – uma das normas e decretos criados durante a ditadura – foi uma das ações que causaram maior perplexidade.

Após a morte de Costa e Silva, os militares se articularam para que o seu vice, Pedro Aleixo, não assumisse. No lugar, subiu ao poder uma junta militar com representantes das três forças nacionais – marinha, exército e aeronáutica. A repressão continuaria no governo de Emílio Médici, em meio ao chamado “milagre econômico”, período de franco desenvolvimento da economia nacional.

O então presidente da Petrobras, Ernesto Geisel, foi o penúltimo militar a governar o país. Mais moderado, ele assumiu próximo à primeira crise do petróleo, quando se descobriu que o recurso era finito, enfrentando problemas como inflação e o “fim do milagre”. Sua ideia era lançar as bases para o retorno à normalidade.

Foi durante o seu governo, porém, que aconteceu o infame episódio da morte do jornalista Vladimir Herzog, torturado no Destacamento de Operações de Informação – Centro de Operações de Defesa Interna (DOI/CODI).

Fechando o ciclo de militares no poder, João Figueiredo foi o responsável por promover a abertura política e devolver o governo nacional a um civil. Em seu governo, também foi dada a anistia aos políticos perseguidos pelo AI-5.

Fim da Ditadura Militar no Brasil

O governo de Figueiredo foi marcado por gigantesca crise econômica e alta da inflação. Foi também nessa época que aconteceu a campanha popular pelas Diretas Já.

Seu sucessor foiTancredo Neves, eleito indiretamente, dando fim à era militar. No entanto, Tancredo morre antes mesmo de assumir a presidência, sendo substituído pelo vice, José Sarney.

Atualizado em: 04/12/2018 na categoria: Historia do Brasil