A Crise do Império e a Proclamação da República

Tradicionalmente, a tensão entre Estado e Igreja, no Brasil, visto pela ótica religiosa, pode ser encarada como uma das causas do esfacelamento da monarquia, tendo em vista a influência da religião maçônica do imperador que se choca com a Igreja. Na época, a Instituição tentava frear os cultos religiosos que não fossem adeptos do catolicismo. O Imperador, desobedecendo as ordens religiosas, gera conflito com a população, fato que promove um grande desgaste.

Outra causa se dá em questões militares, pois depois da Guerra do Paraguai, o exército, embora tenha se destacado e alcançado a popularidade, não encontra o reconhecimento político que esperava, ocasionando mais um desgaste com o regime imperial.

Existe ainda a questão do republicanismo vigente em 1870, que instituiu o manifesto republicano com o ideal de disseminar o ideário antimonárquico pelo país, mesmo sendo os partidos republicanos uma minoria.

Finalmente, com a abolição da escravatura em 1888, o Império perdeu seus principais aliados, que eram os os cafeicultores que dependiam da mão de obra escrava para a produtividade de seus cafezais.

Com a adesão dos cafeicultures à industrialização, surgiram grandes transformações promovendo uma falta de articulação e preponderância do Império em relação a essas questões o que causou um grande desgaste em sua estrutura governamental.

A ideia sociedade escravista e os latifundiários que justificavam a presença de um imperador enérgico passa a não fazer mais sentido ao perfil da sociedade brasileira do século XIX. Começaram a surgir os boatos de que D.Pedro II tinha a intenção de reformular a Guarda Nacional.

Foi assim que as ameaças de mudanças e deposições no exército foram os principais motivadores para que o Marechal Deodoro da Fonseca agrupasse as tropas do Rio de Janeiro e invadisse o Ministério da Guerra. A história conta que os militares pretendiam inicialmente exigir somente a mudança do Ministro da Guerra. No entanto, a ameaça militar foi suficiente para dissolver o gabinete imperial e proclamar a República, em 15 de novembro de 1889, no Rio de Janeiro.

Atualizado em: 27/10/2017 na categoria: Historia do Brasil